“Eles querem punir quem pensa diferente”, disse o senador.
Por: Pablo Carvalho
12/02/2025 às 08h40
O senador Magno Malta (PL) comparou a morte de Clezão, aos casos de perseguição durante a regime militar, como o de Vladimir Herzog. “O sangue dele está nas mãos do Supremo”, disse Malta. Segundo o senador, Clezão morreu injustamente sob custódia do estado. “Ele foi morto nas vísceras do estado”, afirmou.

“Nos porões da ditadura, Herzog desapareceu, e esse cidadão aqui desapareceu da mesma forma”, declarou, referindo-se a Clezão. O senador questionou ainda o papel do STF, acusando a corte de ser cúmplice de um “consórcio de uma ditadura do proletariado”, onde, segundo ele, as liberdades individuais estão sendo cerceadas em nome de interesses ideológicos.
O discurso de Malta foi além ao falar o próprio funcionamento do STF e os ministros da corte. “Eles querem punir quem pensa diferente”, disse o senador.
Ao criticar o ministro Alexandre de Moraes e outros membros do STF, Malta afirmou que os inquéritos do Supremo tem se tornado um “estômago de elefante”, onde “tudo é jogado dentro”. Para ele, o STF não está mais cumprindo sua função de defesa da constituição, mas sim agindo como uma força política que limita as liberdades no Brasil.
Em um momento de sua fala, o senador Magno Malta chamou a sabatina dos ministros do STF de “estelionato”, acusando o processo de ser uma farsa para enganar a população. Segundo ele, a cerimônia, que deveria garantir a idoneidade dos ministros, é, na verdade, uma tentativa de manipulação política, onde os envolvidos não passam de “estelionatários” que, ao invés de servir à constituição, buscam proteger interesses próprios e ideológicos.
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