Operação rápida resultou na prisão de dois indivíduos após furto de bovino, com apreensão de veículos e materiais utilizados no crime.
Na noite de terça-feira, 2 de dezembro, a Polícia Militar de Patos de Minas prendeu dois indivíduos envolvidos em furto e abate ilegal de gado em uma fazenda situada na zona rural, a cerca de 20 quilômetros da cidade. A ocorrência foi registrada após um disparo contra um bovino, que foi encontrado morto no pasto. O crime foi inicialmente percebido pelos caseiros da propriedade, um homem e uma mulher, ambos de 59 anos. Durante o trabalho na fazenda, os caseiros avistaram pessoas com lanternas próximas à cerca e, em seguida, ouviram um estampido semelhante a um tiro. Ao verificar o que havia ocorrido, constataram que um boi foi abatido. Imediatamente, acionaram vizinhos e familiares, que informaram a Polícia Militar.
As equipes deslocaram-se até o local e confirmaram o abate do animal, encontrado caído perto da estrada. Os militares montaram uma estratégia discreta para surpreender os criminosos, mas a primeira abordagem não teve sucesso. No entanto, por volta da 1h20 da madrugada, novas ligações ao 190 indicaram que os autores haviam retornado para retirar partes da carne.
Os policiais retornaram à fazenda e, durante a aproximação, avistaram o farol de um veículo que, ao perceber a presença das equipes, apagou as luzes e iniciou uma fuga pela estrada rural. As guarnições acompanharam o veículo, um GM Vectra de cor escura, até que os dois autores – um homem de 25 anos e outro de 31 anos – abandonaram o carro e fugiram para uma área de mata. Após cerco e buscas, ambos foram encontrados escondidos em um brejo. Durante a abordagem, um dos indivíduos tentou destruir seu celular, jogando-o ao chão para dificultar a investigação.
No interior do veículo, os policiais localizaram os instrumentos usados no abate: um machado, facas sujas de sangue, uma lanterna, um celular e sacos plásticos para transporte da carne. O proprietário da fazenda, um homem de 63 anos, informou que o bovino abatido era da raça Nelore, pesando cerca de 16 arrobas e avaliado em aproximadamente cinco mil reais.
Os autores confessaram o crime, afirmando que utilizaram uma espingarda modificada para disparar munição calibre .22. Embora a arma tenha sido escondida em um ferro-velho na zona urbana, ela não foi localizada durante as buscas. O veículo utilizado no crime foi apreendido, e um dos envolvidos foi autuado por não ter habilitação para dirigir.
Os dois homens foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os materiais apreendidos.










