Prisões por Tráfico, Furto, Lesão Corporal e Desacato em Patos de Minas

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Ação da Polícia Militar resulta na detenção de envolvidos em crimes diversos após furtos no bairro Planalto

Na sexta-feira (11), a Polícia Militar foi acionada via COPOM para averiguar dois furtos ocorridos no bairro Planalto, em Patos de Minas. O primeiro caso aconteceu em um barracão em construção, onde o responsável relatou que indivíduos não identificados haviam arrombado o padrão de energia e furtado a fiação elétrica, o disjuntor e o medidor da Cemig. A vítima informou que câmeras de segurança de um imóvel vizinho poderiam ter registrado a ação criminosa.

Em contato com o proprietário do sistema de câmeras, os militares tiveram acesso às imagens, que mostraram, por volta de 01h24min, indivíduos chegando em um Fiat Uno vermelho. O veículo foi estacionado atrás de um contêiner, e os ocupantes foram flagrados cometendo o furto. A partir dessas informações, foram iniciadas diligências para identificar o veículo e os suspeitos, sendo constatado que o automóvel pertencia a um indivíduo conhecido por práticas criminosas.

As equipes deslocaram-se até a residência do suspeito, localizada no bairro Nossa Senhora das Graças. Ao ser abordado, o indivíduo apresentou comportamento nervoso e agitado. Questionado sobre ter emprestado o veículo a alguém durante a madrugada, ele negou de forma categórica.

Durante a conversa, o portão da residência permanecia entreaberto, sendo possível visualizar o Fiat Uno utilizado no crime e dois cães da raça pitbull — um deles com diversas lesões pelo corpo. No interior do imóvel havia outras pessoas. Ao ser informado sobre o flagrante do veículo nas imagens, o autor exaltou-se, gritou com os policiais e precisou ser algemado para garantir a segurança da equipe.

Durante a busca pessoal, foram encontrados com ele R$ 500 em cédulas diversas e um celular iPhone. Após ser preso, já no compartimento fechado da viatura, o autor declarou: “Eu não roubo, vendo droga e compro coisa roubada.” Nesse momento, uma mulher de 21 anos aproximou-se da viatura de forma agressiva, tentando abrir o compartimento onde ele estava detido.

Mesmo após ser orientada a se afastar, ela insistiu na intervenção. Ao ser contida por um dos policiais, a mulher desferiu golpes contra a cabeça do militar, causando escoriações em sua testa. Foi necessário uso moderado da força e algemas para contê-la. Durante a contenção, o fardamento do policial foi danificado. A autora também foi presa e colocada no xadrez da viatura.

Na sequência, o autor desacatou os militares, chamando-os de “porcos” e “desgraçados”. Com o apoio de outras equipes e do Grupamento de Cães, os policiais adentraram a residência, acompanhados de uma testemunha. Durante as buscas, foram localizados, em um balde na área de serviço, grande quantidade de cabos de cobre desencapados e prontos para a venda.

Questionado sobre a origem do material, o autor declarou que havia adquirido os cabos por R$ 85,00 e pretendia revendê-los a R$ 40,00 o quilo, afirmando que “tráfico não dá dinheiro, mas receptação compensa”. Em seguida, o cão farejador sinalizou odor suspeito em um rack na sala. No local, foi encontrada uma pedra grande e farelos de substância semelhante a crack, além de R$ 403,70 em dinheiro.

A mulher afirmou que o valor era dela e que a droga seria para consumo próprio. Vale destacar que a residência já havia sido alvo de denúncias anônimas de tráfico de drogas ao longo do ano de 2025.

Diante dos fatos, o autor foi preso pelos crimes de furto consumado, tráfico de drogas e desacato. A autora foi presa por tráfico de drogas, resistência e lesão corporal. Os celulares de ambos foram apreendidos e permaneceram bloqueados durante toda a ocorrência. O Fiat Uno foi removido ao pátio credenciado.

Consultas aos sistemas policiais confirmaram que o autor já havia sido preso anteriormente por tráfico, em março de 2025. Ambos os detidos foram informados de seus direitos constitucionais. As imagens das câmeras de segurança, bem como os registros da lesão sofrida pelo policial, foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos de polícia judiciária.


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